quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os Serviços de Saúde e a Educação Continuada

Os Serviços de Saúde e a Educação Continuada

Marcelo Leandro Ribeiro

Um dos aspectos estabelecidos pela norma regulamentadora nº 32 é a necessidade dos serviços de saúde instituírem sistemas efetivos de capacitação e educação continuada aos seus trabalhadores. Contudo, a NR-32 acaba sendo um pouco ineficaz no sentido de parametrizar esses serviços de capacitação já que não diz claramente o que deseja e como deseja.Ficam portanto, os estabelecimentos obrigados a atender aos dispostos nessa norma, livres de certa forma, para instituírem treinamentos, capacitação e educação continuada conforme as suas características; claro, na medida do bom senso e em consonância com as atividades e riscos da unidade laboral.

Os serviços de saúde tendem a ser flexíveis e dinâmicos. Dezenas de novas patologias e alterações virais surgem todos os anos, bem como inovações tecnológicas, exigindo dos profissionais da área que estejam em constante processo de atualização: ontem foi o Ebola, hoje a gripe suína, amanhã não sabemos o que será. Que riscos esses fatores trazem? Qual a capacidade de virulência e propagação no ambiente dos novos agentes? E como se portarão médicos, enfermeiros e auxiliares? Só essas áreas estão inseridas no contexto da necessária educação continuada?
A resposta, embora óbvia, nem sempre é compreendida e aplicada. Os riscos inerentes nas atividades de saúde, sobretudo no meio hospitalar, são expansíveis ao conjunto dos trabalhadores, claro que, em maior ou menor escala conforme as atividades que estes desenvolvem. Sendo assim, temos primeiro um desafio, fazer os serviços de educação continuada romperem as redomas da enfermagem e transbordarem ações e conhecimentos para as áreas de apoio – igualmente importantes-, como limpeza, lavanderia e serviços administrativos.
Trabalhadores de todos os segmentos devem ser treinados e orientados quanto aos riscos a que estão expostos, bem como à possibilidade de associação de riscos (químicos mais biológicos, biológico mais físico, etc).
A educação continuada e os serviços de capacitação tem que ser compreendidos como fonte propagadora de conhecimento; elemento constante de educação e artifício capaz de agregar valores não só à organização como ao colaborador, além de ser importante redutor de custos: trabalhador treinado, educado e instruído se acidenta menos, adoece menos e propaga menos infecções cruzadas, o que incide sobre a qualidade dos serviços prestados pela instituição de saúde.
As instituições que já tiveram essa percepção saíram na frente.

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